sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A Casa da Minha Avó

  Me Lembro, desde a infância que sua casa era cheia:
Cheia de pessoas;
Cheias de amor;
Cheia de carinho;
Cheia de hospitalidade;
  Sinto saudades daquele tempo.
  Vocês cuidavam de seus sobrinhos com tanto amor, que substituíam a ausência dos pais.
  Acho que eu fui a única que ficou até o casamento e sou muito grata por isso.
  Hoje a casa da minha avó é mais triste, desde que a alegria foi embora dela.
  O nome dessa alegria era Sevignée minha: tia, madrinha, e mais que tudo AMIGA.
Não tivemos segredos e sim uma amizade sólida, baseada na confiança.Desde  sempre ela me protegia.
  Nunca vou esquecer da panela que ela deixava sobre o fogão para quando eu chegasse da escola.
Era sempre minha comida preferida.
  Sevignée era afilhada de minha mãe, minha madrinha e madrinha da minha filha Iara.Nossa ligação
era profunda.
  Vê-la adoecer e definhar foi uma dor insuportável para mim e ela sempre confiante, cheia de fé.
  Ainda hoje,18 anos depois ainda choro de saudades de Sevignée.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Colcha De Retalhos

   Lembro que desde pequena via minha avó as voltas com retalhos coloridos,linhas,agulhas,tesouras,etc.  A máquina de costura pequena e manual,difícil acreditar no que ela fazia...Primeiro,minha avó separava as cores e recortava do tamanho que planejara.Em seguida alinhavava os retalhos formando desenhos geométricos em quadrados ou retângulos.Desse trabalho minucioso surgiam lindas colchas de retalho.
   Hoje, depois de tantos anos fico imaginando como Vó que nunca estudou,por pura e absoluta carência, tinha a noção exata da arte de compor as cores e os tamanhos de forma tão organizada.  Quando vovó tinha  mais ou menos oitenta anos uma filha iniciou sua alfabetização e ela ficava horas lendo "Lili,Lalau e o Lobo".
     Minha avó teve onze filhos,muitos netos e bisnetos .Era uma casa grande,onde cresci,cheia de pessoas que  amei.Hoje é um lugar de muitas lembranças ,onde só estão minhas únicas e últimas Tias . Lá ,em algum lugarzinho  bem guardado,ainda há uma linda COLCHA DE
RETALHOS.
                           Ass:RosáliaFranco                
Data da correção do texto 1:15/09/11

terça-feira, 13 de setembro de 2011

POEMA PARA MARIANA

                  Era uma vez uma abelhinha...
            Tão mimosa...
            Tão dengosa... 
            Um amor de abelhinha.
            
            Uma abelhinha cor de rosa
            Carinhosa,
            Amorosa,
            Toda prosa....

            Abelhinha que dança,dança.
            Canta,
            Encanta.

            
            Mariana,abelhinha
            Mariana ama,
            Te amo Mariana

            Mariana,
            Mimosa abelhinha
            Canta sempre,
            Sempre encanta.

                                     
                                                                 Rosália Franco

                                                                                                         EM  21/09/1989




                                                                                                                                       

                                               
          

                                           

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Minha Mãe, uma lição de vida

         Quando nasci,minha mãe estava sozinha, sem meu pai que viajara à procura de emprego e nunca mais voltou.
         Meus avós a acolheram de volta e depois que nasci, ela se matava de trabalhar.Lavava roupa e passava, cozinhava, fazia salgados, tudo para nos sustentar.
         Eu pouco via minha mãe, às vezes à noite ou aos domingos não me lembro bem.
         Eram minha avó e minhas tias que cuidavam de mim.
         Sei que me levavam aonde fossem, eu fui muito amada: vivi no meio de uma família grande, tinha muitos tios e primos.
         Foi por isso que não senti falta de pai, além do que Mãe valeu pelos dois.
         Ela era uma pessoa amarga, mostrava no rosto todo sofrimento que passava, dificilmente sorria.
         Tivemos muitas discussões porque eu achava que minha avó é que poderia decidir por mim ou mesmo minhas tias.
         Quando terminei a quarta série, ela foi trabalhar na casa de uma família rica e me levou junto na esperança que me colocassem num colégio, percebeu logo que fora um engano e voltamos para casa.
          Ela conseguiu emprego no único colégio da cidade praticamente em troca dos meus estudos.
          Assim que conclui a oitava série, ela já tinha decidido que eu seria professora. Fez um acordo com meu tio e ficamos na capital por três anos até eu me formar.Mãe ocupou o lugar dele como salgadeira num bar de um conterraneo e meu primo ficou conosco trabalhando e estudando.A princípio foi dificil para mim deixar para trás minha avó,tias e o primeiro namorado,que aliás ela detestava.
         Mas tudo passa nessa vida,tantos sacríficios ela fez,enfrentou problemas de saúde sem se queixar,sem faltar um dia ao trabalho.
         Mãe era a fortaleza em pessoa;nunca a vi chorar ,nem mesmo a morte de minha avó, isso me impressionava muito.
         Só vi mãe se dobrar à dor muitos anos depois quando perdemos minha tia Sevignée e três anos  mais tarde minha prima. Acho que o tempo foi lhe derretendo o coração.
         Ela fez tudo por mim e por meus filhos:
         Enquanto eu trabalhava não precisava me preocupar com nada , pois ela assumia minha casa.
         Estava aqui me lembrando que erámos pobres, mas houve festa em meu casamento.Mãe , vó e minhas tias fizeram tudo com muito carinho. Não tinha o bolo dos noivos, mas tudo de bom que se usa em festas de cidades do interior  estava na mesa.
         Tenho o álbum com as fotos do casamento na igreja e em casa ,ela não chorou, porém todos da família estavam presentes, o tempo de suas lágrimas ainda não chegara.
          Eu admirava sua retidão de carater e sua opção de fazer de mim alguém com um diploma.
 Hoje eu entendo: eles eram onze irmãos e só uma pode estudar devido à situação financeira porém esta foi o arrimo da família, quem sempre nos socorreu nas dificuldades.
          Agora, de onze restam quatro:um irmão sem juízo e as três melhores mulheres da minha vida que eu amo de paixão.
          As três estão com a saúde abalada pelo tempo e pelo sofrimento.
          Ontem mãe me deu um susto,ela não acordava.Ela tem 91 anos,mas é tolice pensar que estamos preparados para o pior. Só acordou no dia seguinte, normal como sempre,só está falando pouco.
           Minha mãe sofre muito,está numa cama há mais ou menos 05 anos.Foi aos poucos parando de andar.Usou bengala,andador e após uma queda ficou com muito medo e não pude evitar a cadeira de rodas.
           Agora está acamada e começando a ter escaras, estas feridas causam muita dor.Tentamos diminuir com medicamentos que dão um pouco de alívio.
            Olho para ela e sinto vergonha de não suportar uma dor de cabeça. Mãe está sempre de carinha boa,ainda agora estou ouvindo-a cantar junto com o coral Missa de N. Sra Aparecida.
             Minha tia colocou antena parabólica  para mãe acompanhar missas,terços,etc.Elas são pessoas de fé.
             Mãe já passou e superou um câncer de mama aos setenta e cinco anos. Ela mesma descobriu num auto-exame, o que nos deixou surpresos.
             Hoje em dia com a idade avançada, noventa e dois anos, ela esquece onde está e de nós, às vezes me chama de outro nome ou mesmo de Mãe.Quer ir para sua casa, imagina que está fazendo coisas do passado: catando lenha, lavando roupa, etc.
            Fico triste quando ela não me reconhece, mas aprendo todos os  dias com ela. A mulher forte e até mesmo dura ficou lá no ontem.
            Olho e vejo essa pessoinha frágil, totalmente dependente de outros e me emociono. Ainda tenho muito o que aprender após seis décadas de vida.

Rosália  03/01/2008
                

terça-feira, 22 de março de 2011

Tecendo a colcha...

     Lembro que desde pequena via minha avo as voltas com retalhos coloridos,linhas,agulhas,tesouras,etc.  A maquina de costura pequena e manual,dificil acreditar no que ela fazia...                                                         Primeiro,minha avo separava as cores e recortava do tamanho que planejara.Em seguida alinhavava os retalhos formando desenhos geometricos em quadrados ou retangulos.                                                    Desse trabalho minucioso surgiam lindas colchas de retalho.
    Hoje, depois de tantos anos fico imaginando como Vo que nunca estudou,por pura e absoluta carencia,        tinha a nocao exata da arte de compor as cores e os tamanhos de forma tao organizada.  Quando vovo tinha  mais ou menos oitenta anos uma filha iniciou sua alfabetizacao e ela ficava horas lendo "Lili,Lalau e o Lobo".  Minha avo teve onze filhos,muitos netos e bisnetos .  Era uma casa grande,onde cresci,cheia de pessoas que  amei.Hoje e um lugar de muitas lembrancas ,onde so estao minhas unicas e ultimas Tias . La ,em algum lugarzinho  bem guardado,ainda ha uma linda COLCHA DE RETALHOS.                                                      

sexta-feira, 18 de março de 2011

Lembrancas & Saudades...


                                                      VO, MAE :SAUDADES  ...