sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A Casa da Minha Avó

  Me Lembro, desde a infância que sua casa era cheia:
Cheia de pessoas;
Cheias de amor;
Cheia de carinho;
Cheia de hospitalidade;
  Sinto saudades daquele tempo.
  Vocês cuidavam de seus sobrinhos com tanto amor, que substituíam a ausência dos pais.
  Acho que eu fui a única que ficou até o casamento e sou muito grata por isso.
  Hoje a casa da minha avó é mais triste, desde que a alegria foi embora dela.
  O nome dessa alegria era Sevignée minha: tia, madrinha, e mais que tudo AMIGA.
Não tivemos segredos e sim uma amizade sólida, baseada na confiança.Desde  sempre ela me protegia.
  Nunca vou esquecer da panela que ela deixava sobre o fogão para quando eu chegasse da escola.
Era sempre minha comida preferida.
  Sevignée era afilhada de minha mãe, minha madrinha e madrinha da minha filha Iara.Nossa ligação
era profunda.
  Vê-la adoecer e definhar foi uma dor insuportável para mim e ela sempre confiante, cheia de fé.
  Ainda hoje,18 anos depois ainda choro de saudades de Sevignée.

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